Abandono2  Inserido Friday 29 February 2008 18:19

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A Desumanidade  (Artes) Inserido Wednesday 27 February 2008 16:50

 Crianças Maltratadas


 A Desumanidade do Espancamento

 Crianças Vítimas de Abuso





 Crianças Maltratadas



É alarmante o número de casos de crianças maltratadas em todo o mundo. Estes casos são melhor registados e estudados nos países desenvolvidos. O Centro Nacional Sobre o Abuso e Negligência de Crianças dos Estudados Unidos registou em 1996 cerca de 970.000 casos de crimes violentos cometidos contra criança.

10% das crianças do ensino secundário relataram à polícia casos de maus-tratos. Cerca de cinco mil crianças ou adolescentes morrem cada ano em virtude de maus tratamentos ou abusos de pais ou vigilantes sobre crianças.

Um estudo realizado na Escócia demonstrou que no ano 2.000 cerca de 100.000 crianças escocesas foram maltratadas ou vítimas de abusos nas famílias. O mesmo estudo declara que 80 crianças escocesas, em cada dia, se tornam pessoas sem abrigo.

A violência em casa, as drogas, a prepotência e a falta de estima familiar são as principais causas geradoras de infelicidade em relação às crianças. Parece haver uma ligação entre pobreza extrema e prepotência são das principais causas que levam os adolescentes à prática de comportamentos perturbadores. Glasgow, uma zona de maior incidência de delinquência é também uma das zonas de maior incidência de comportamentos marginais.

Esta situação torna as crianças e adolescentes violentos. Em cada ano 123.000 crianças e adolescentes são presos por crimes violentos nos Estados Unidos.

Em 1998 morreram 16 crianças ou jovens morreram, em cada dia, atingidas por armas de fogo. Neste mesmo ano cerca de um milhão de estudantes americanos levaram para a escola armas de fogo.





 A Desumanidade do Espancamento

Estudos efectuados sobre violadores, “serial killers” e outros comportamentos criminosos graves revelam que, na sua maioria, foram vítimas de violações, abusos sexuais e espancamentos aquando de crianças. Um estudo sobre 26 homicidas, levado a cabo numa cadeia dos Estados Unidos demonstrou que todos eles foram maltratados. É mesmo possível que muitos deles tenham sofrido lesões cerebrais significativas.

Se os abusos graves causam comportamentos anti sociais tão graves, podemos deduzir que os maus-tratos menos gravem sobre crianças afecta a sua vida e o seu comportamento mais tarde. Alguns estudos sobre outras pessoas vítimas de maus-tratos encontram alguma relação entre maus-tratos infantis e um baixo QI em criança, delinquência na fase adolescente, criminalidade na fase de adulto, conflitos e abusos ao nível matrimonial. No entanto, há bastantes excepções.

Muitos outros casos de vítimas de abusos sexuais ou maus-tratos infantis mostram, sobretudo, problemas graves de ordem psiquiátrica, de ordem comportamental e dependência de drogas ou de álcool em adultos. A tendência para problemas graves na adultez, regra geral, pode associar-se a uma história dolorosa no período da infância, sobretudo espancamentos ou abusos.

Motivar os pais a mudar o castigo corporal por outra forma de disciplina é um dos grandes contributos para melhorar a saúde mental de uma população. Com efeito, parece ser cada vez maior a relação entre depressão de adultos com maus-tratos ou espancamentos na fase infantil. A depressão, nestes casos, não é mais que a resposta adiada da raiva sentida na fase infantil devido aos maus-tratos.

O inconsciente funciona como o repositório do desejo de vingança devido aos maus-tratos que os adultos lhes provocaram. A antiga raiva persiste, mas o adulto, agora, orienta-a ou contra si ou contra outros contra os quais age brutalmente sem ter motivos evidentes para isso. É devido a essa falta de motivos que leva muitos adultos a orientar essa raiva contra si mesmos. Agir gravemente contra alguém sem haver motivos para isso pressupõe um grau elevado de perversidade e desequilíbrio comportamental. Quando isto não acontece, a pessoa maltrata-se a si mesma. No primeiro caso temos doentes do foro social e jurídico, no segundo, doentes do foro psiquiátrico ou do âmbito da psicoterapia.

A Universidade de Hampshire realizou um inquérito sobre 3000 mães que batiam nas crianças. O inquérito demorou quatro anos (1986-1990). 63% tinham batido nos filhos na semana anterior ao interrogatório. As crianças entre os três e os cinco anos que eram espancadas com alguma frequência, dois ou três anos mais tarde exibiam níveis mais altos de comportamento anti-social como, por exemplo: bater nas outras crianças da escola, ou desafiar os pais, ignorando as suas normas. É curioso que o comportamento que os pais queriam impor aos filhos pelo espancamento, esse mesmo piorava devido ao espancamento. As crianças mais espancadas deram provas, quatro anos mais tarde, de ter um QI mais baixo. Não se trata de lesões cerebrais. Pelo contrário, os pais que não batem são obrigados a explicar as razões e a necessidade de impor disciplina e agir segundo certos valores e princípios. Os raciocínios dos pais facilitam o desenvolvimento do QI da criança e, ao mesmo tempo, disciplinam-na.

Os pais menos preparados podem pensar que estes raciocínios e explicações são inúteis, mas estudos profundos e bem conduzidos chegaram a esta conclusão: As relações e interacções verbais entre os pais e a criança desenvolvem grandemente a capacidade de conhecimento na criança.

30% dos pais entrevistados confessavam espancar as crianças entre 3 e seis vezes por semana. As crianças têm necessidade de ser disciplinadas, mas não espancadas.

A Universidade de MacMillan de Hamilton, no Canadá, conduziu uma equipa de seis pessoas para estudar um grupo de adultos para ver a relação entre problemas psíquicos, dependência de álcool e drogas e o facto de estes terem sido espancados quando crianças. O estudo incidiu sobre cinco mil adultos. Eis algumas conclusões:

- Ansiedade: 21% dos inquiridos foram espancados com frequência ou vítimas de abusos sexuais em criança.

- Depressão mais grave: 6.9% foram espancados.

- Dependência de drogas ou abuso de álcool: 13.2 Foram espancados.

- Drogas e comportamentos anti sociais: 16.7 foram espancados.



c) Crianças Vítimas de Abuso

Há ensinamentos básicos que os pais devem comunicar aos filhos, como por exemplo, este tipo de explicações: Há diferentes tipos de abuso sobre crianças: sexual, físico ou emocional. O corpo de uma criança é privado, particularmente as partes cobertas pela roupa. Se um adulto ou um companheiro toca as partes mais íntimas do corpo ou te pede para tocar as partes íntimas deles, isso pode ser abuso sexual.

Não é abuso sexual quando os pais ou médico tocam essas partes para fazer um exame ou um tratamento quando se está doente. Também não é abuso sexual tocar as partes íntimas de um bebé para o limpar ou ajudar a fazer as necessidades.

O abuso físico consiste em bater com as mãos ou um objecto como um cinto ou outro objecto que magoa, especialmente se deixar marcas ou golpes. Também é abuso físico agitar brutalmente, empurrar, chocar e dar pontapés.

Há ainda outro tipo de abusos que podem acontecer sem tocar a criança: Gritar-lhe permanentemente, estar constantemente com ameaças, chamar nomes feios e humilhantes e nunca abraçar a criança. Trata-se de abuso verbal ou emocional.

A negligência é ainda uma forma de abuso. Acontece quando uma criança vive numa casa onde não há alimentos, não há roupas quentes para usar no tempo do frio nem um adulto para acompanhar a criança durante o dia. Quando os pais ou os encarregados de guardar as crianças. Felizmente, entre os membros de uma família, a maioria das pessoas são inofensivas. Mas convém saber que pode acontecer qualquer uma destas formas de abuso.

É importante que as crianças estejam sensibilizadas para a existência do abuso. Se a criança sente um toque inconfortável e repetido pode ser abuso. Se nunca há nada para comer em casa, isto pode ser abuso. Se um amigo do seu filho lhe confessar que sofre abusos deve ajudar, seja um colega da escola ou um vizinho. Uma babysitter pode notar manchas negras ou hematomas frequentes no bebé do qual cuida. Isto pode ser o resultado de abuso físico.

É importante ensinar as crianças no sentido de saberem defender-se. Se alguém as tentar tocar de um modo que lhes pareça maldoso ou estranho devem dizer “NÃO” em voz alta e retirar-se. Depois devem contar o que se passou a um adulto da sua confiança. Se o caso se passar na escola deve comunicá-lo à professora. Se não estiver certa que se trata de um abuso, diga-o à professora, a fim de ela analisar a questão.

Por vezes, os abusos duram muito tempo, pois as crianças têm medo de os comunicar. Têm medo de se enganar ou que o abusador lhe possa bater.

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Marca da Solidão  Inserido Tuesday 26 February 2008 23:34

Pessoas marcadas pelo destino.

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Desespero  Inserido Tuesday 26 February 2008 23:17

Crianças em desespero, crianças vítimas de maus tratos.Todos passamos ao lado, não fazemos quase nada por elas.Quem sabe um dia possamos olhar o Mundo e não vêr mais desespero em suas faces.
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Vendidas 2  Inserido Tuesday 26 February 2008 18:26

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